A internet e a sustentabilidade


Costumo dizer que a internet é possivelmente a maior invenção humana, e melhor – com o menor impacto ambiental relativo. Ok, talvez eu esteja enganada, não tão menor impacto assim… A internet tem levado a milhões de computadores nas casas, entre desktops e notebooks para cada membro da família. Redes wi-fi conectadas 24h por dia, com telas e dados consumindo energia…isso sem falar no alto consumo das centrais de servidores (coisas que nós, reles mortais, nunca imaginamos como algo físico, real).

A respeito disso, vale a leitura:

How can solar energy power computers?

The efficiency of Google servers in electricity consumption

É por isso que a gente deveria usar a internet de forma mais produtiva. Como está colocado de forma ótima neste post, o maior problema é que geralmente a usamos de forma um pouco inconsequente, e assim ela vira mais um “ralo de produtividade” que algo realmente útil.

Então, vamos lá dar uma olhada em como a internet pode ser o “mocinho” na questão ambiental:

1. Mobilização social: hoje em dia, até mesmo antiquadas empresas e governos reconhecem a força que a internet tem para mobilizar pessoas, vizinhos, sociedades e até mesmo comunidades globais em torno de uma causa. Enquanto antes era necessário ser famoso para aparecer, hoje qualquer pacato cidadão pode ter sues minutos de fama e sua voz divulgada por, pelo menos, centenas de pessoas, ao multiplicar suas opiniões, “likes” e “dislikes” do Facebook e outras plataformas. Pense em como uma família ficou repetinamente famosa ao cantar singelamente o “Para Nossa Alegria”. Ok, isso pode não ter trazido nada de útil para a humanidade. Já o blog da pequena Martha causou rebuliço e conseguiu mudanças concretas no cardápio antes nada saudável de sua escola. Outro exemplo, mais institucionalizado, mas que também vale, são as campanhas ambientalistas lançadas, como a famosa contra o retrocesso no Código Florestal Brasileiro.

2. Compras online: e-comércio evita custos de uma loja aberta, com gastos de energia, produtos de limpeza, etc. Tudo bem, temos que levar em conta a emissão de carbono do transporte, mas talvez seja bem menor que aquela de vários carros indo para a loja, muitas vezes para voltar sem levar nada porque não encontou o que queria, concorda? Para fazer pesquisa de preço, basta acessar um site como o Buscape ou o Bondfaro, sem ter que rodar de loja em loja. Até roupas e calçados são vendidos assim hoje em dia. A cada semana, eu encomendo por email minhas compras de orgânicos e recebo no meu local de trabalho.

3. Evitar impressões: e-mails em vez de cartas, sites em vez de panfletos e cartões de visita, e-books em vez de livros em papel. Muitas árvores são poupadas! Na escola, a internet diminui as infindáveis cópias xerográficas de livros e revistas científicas, que seriam jogadas fora ao final do semestre. Muita gente não gosta, entretanto, de ler em tela. Eu eu entendo perfeitamente. No caso de textos longos que você prefira imprimir, lembre de usar papel rascunho ou as duas faces da folha.

4. Rede – trocas:  a internet pode fazer as pessoas ficarem mais retraídas em suas casas e substituírem o convívio real pelo virtual. Isso não é legal, é claro. Mas se você souber usar bem a internet, ela pode conectar você com amigos sumidos há tempos, com pessoas de interesses comuns, e até mesmo vizinhos de seu bairro – que você provavelmente nem conhece pessoalmente. Além da relação social, que também tem tudo a ver com uma vida sustentável, essas redes podem ser muito úteis para se estabelecer comunidades de trocas, compartilhamento de carros, caronas, equipamentos e habilidades, etc. Eu estou me filiando à comunidade do meu bairro no Facebook. Que tal você também tentar isso e aproveitar a rede para divulgar campanhas, doações, festas comunitárias, etc?

Pois é, a internet pode ser útil e sustentável, desde que bem usada. Para você não se perder no emaranhado da rede, aqui vão algumas dicas:

  • Controle-se : Fique na internet apenas o tempo necessário. Viva a vida lá fora mais do que virtual!
  • Apague assinaturas, feeds, malas diretas e grupos que não mais lhe interessam. Livre-se do lixo eletrônico. Mantenha simples: acostume-se a alimentar seu cérebro com menos informações, mas que sejam relevantes.
  • Veja se seu banco e operadora de cartão de crédito podem lhe enviar faturas e extratos apenas pela internet. Assim economiza-se papel e correio.

Você tem mais idéias de como a internet pode poupar os recursos naturais? Conte pra nós nos comentários.

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2 comentários sobre “A internet e a sustentabilidade

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