Ode às fruteiras: o charmoso hábito brasileiro


Foto: Alessandro Leite @ Flickr
Uma foto bem, digamos, retrô em homenagem às mesas de vovós com fruteiras

Eu confesso: até bem pouco tempo, não era fã de usar frutas para enfeitar  a mesa, não. Achava coisa cafona, de sala de jantar de tia-avó. Mas de tanto o Dan falar que gostava, que frutas são bonitas, que lhe traziam uma sensação boa, de abundância, acabei cedendo. E não é que ele tinha razão?

Nossas mães e avós tinham o costume de colocar uma fruteira – que podia ser simplesmente uma gamela de madeira velha ou  uma tigela improvisada – para enfeitar as mesas da cozinha e sala de jantar. Com o tempo, acabamos substituindo esses hábitos por instalar no nobre centro das mesas umas fruteiras “chiques” com bolas de isopor ou resina enfeitadas. (? que raios….) Era o máximo modernoso! Agora, já isso é cafona também.

Agora aqui em casa ou temos um vaso de flores (aqui que máximo, ó 😉 ou uma boa e velha fruteira cheia de frutas. Quando elas vão minguando, porque acontece, retiro ela para a cozinha até passar no sacolão e recheá-la de novo.

Porque fruteiras são legais:

  1. Frutas são uma decoração bonita e barata – e, há quem diga, ‘vintage’ 😉
  2. A decoração muda a cada passadinha no mercado, feira ou sacolão
  3. O mais importante: incentiva você a comer melhor. Frutas à mão = mais frutas na barriga

Por isso, esconda aquele vidro pomposo com doces e coloque a fruteira à vista.

Pelo retorno das velhas, boas e simples fruteiras cheia de delícias frescas enfeitando as nossas mesas!

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Transgênicos: alerta no rótulo


Aviso de transgênicos

Você já deve ter notado que algumas embalagens vêm agora com um triângulo amarelo, com um “T” escrito dentro, não é? Significa que o produto contém algum transgênico em seus ingredientes. Agora esse alerta é obrigatório.

Esses dias fui comprar amido de milho (também conhecido pelo nome da popular marca ‘maizena’), e fiquei sem opção: simplesmente TODAS as marcas tinham o famigerado “T” em seus rótulos. Fazer o que, pensei, vou ter que levar milho transgênico pra casa.

Já pesquisei sobe os impactos de transgênicos sobre a saúde e sobre o meio ambiente, na época em que eles começaram a entrar no mercado e a legislação brasileira regulamentou o uso deles no País. Conclusão simples: até agora ninguém comprovou dano algum na saúde ou na natureza.

Transgênico é quando usam um gene de outro organismo (geralmente bactérias) para melhorar variedades de milho, soja ou outro produto agrícola. Há transgênicos que sobrevivem melhor a estiagens, pragas, etc. Eca, você pode pensar, vou comer bactérias? Não exatamente. Você vai comer pedaços de DNA produzidos por elas. E já come coisa muito mais esquisita, posso lhe garantir (fungos, lactobacilos, etc). O problema que pode ter é se você for alérgico a alguma substância que o milho, soja ou o que seja passa a produzir depois de ter recebido o DNA alheio. Não há evidências de que o DNA importado faça nenhum outro mal ao seu corpo.

Já ao meio ambiente, a história é mais complicada, na minha opinião. Há quem diga que as lavouras transgênicas façam os seus predadores (geralmente pragas como fungos de plantação e insetos) evoluírem mais rápido para superar a nova habilidade da planta. Mas não vejo por que isso seria exatamente ruim ecologicamente – mas sim economicamente. É como as bactérias e os vírus causadores de doenças, que acabam ficando mais resistentes porque sempre selecionados os mais fortes, ao usarmos remédios – por isso, meu caro, é importante seguir direitinho a receita médica e tomar os antibióticos por todo o tempo estipulado, para não deixar sobrar alguns super-vírus e bactérias para contarem a história pros seus netos.

Outro porém dos transgênicos no ambiente é que não tem como barrá-los. O pólen de um cultivo de milho transgênico na certa vai ser levado pelo vento e se misturar a outros milhos, não transgênicos, e logo não vamos ter mais tanto controle sobre o que é e o que não transgênico.

Minha opção? Prefiro NÃO-transgênicos. Por quê, se acabei de dizer que eles não são assim perigosos quanto alguns dizem por aí? Por isso aqui: transgênicos muitas vezes são feitos para resistir a altos níveis de agrotóxicos, para os produtores poderem tascar mais veneno nas plantações – e assim terem perdas mínimas. Quem ganha com isso são grandes empresas, como Monsanto, que vendem o transgênico e o agrotóxico. E o pior: geralmente as sementes são feitas de forma a não produzirem uma segunda ou terceira geração. Assim os agricultores são obrigados a sempre comprar da mão deles.

Transgênicos são uma das facetas de uma agricultura que não é a nossa cara. Gostamos mesmo é daquelas  lavouras de pequena escala, familiares, que produzem feijão, mandioca e outras delícias para nossa mesa, mais fresquinhas e menos exportadas. Por isso, se vejo o triângulo amarelo nos rótulos, prefiro não levar, obrigada

Sachês anti-formigas


Sempre simpatizei com formigas. Insetos sociais são tão inteligentes! Eu costumava ficar seguindo a trilha delas ou fazer uma “cidade” para as formigas, com potes de margarina, montinhos de terra, pontes de palitos e canaizinhos de água. Hoje continuo gostando delas, mas na cozinha, convenhamos, não ficam bem. Já notei que é época. Agora no inverno, aparecem não sei de onde aquelas grandes, vermelhas, e ficam procurando migalhas nos meus armários da despensa.

Aqui uma dica da minha mãe, para repelir insetos nos armários da cozinha: sachezinhos feitos com retalho de pano e fitinhas de cetim, recheados com cravo da índia. Vou tentar fazer alguns, porque aqui em casa está na época das formigas.

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Dica: Outros repelentes com cravo, para mosquitos, aqui neste post.

Para vegetarianos…


Vamos falar de comida!

Eu e o Dan andamos abusando, comendo mais carne do que devíamos, em nossas viagens para visitar a família nas últimas semanas. Resultado: consciência reclamando – e intestino também. Resolvemos então dar um tempo e voltarmos a comer só comida estritamente vegetariana esta semana.

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Voltamos das viagens domingo. Geladeira devidamente abastecida de delícias vindas de uma horta orgânica comunitária lá de Coqueiral-MG (terra natal do Dan e onde vivem os pais dele). Chuchu, cenoura e beterraba – especialmente compradas para a introdução da pequena Júlia às papinhas! \o/ ! Também jiló, berinjela, lambari*, tomatinhos miúdos, brócolis e folhas de brócolis. Folhas de brócolis? Explico… é que o cunhado estava fazendo um feijão tropeiro e havia encomendado couve, mas como elas estavam em falta na horta, recomendaram que levássemos folhas de brócoli, que têm sabor parecido – e não é mesmo? Ovos já tínhamos de presente do vizinho, trazidos da roça também.

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???????????????????????????????Segunda-feira: resolvemos experimentar o tal lambari, uma folhinha aveludada que, nos disse o cuidador da horta, ao ser preparada à milanesa, fica parecendo o famoso peixinho. Sabor de peixe não me pareceu muito, não, mas o “trem” frito é danado de bom! Uma boa opção para substituir carne de peixe (sem ser com soja, blé!). Acompanhou salada de tomates, arroz com folhas de brócoli picadinha, castanha e alho tostados no mel e azeite. De janta, o Dan arranjou-nos com um risoto caprichado para aproveitar o arroz, com as folhas de brócoli, requeijão e castanhas do pará.

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???????????????????????????????Terça-feira: hoje preparei um dos meus pratos vegetarianos prediletos: berinjelas recheadas. No recheio, os tomatinhos miúdos mais maduros, o miolo das berinjelas, azeitonas pretas, requeijão, e castanhas do pará, temperados com alho, cebola, azeite e manjericão (do que sobrou da nossa horta em casa). Acompanhou salada de folhas de brócoli cruas com cenoura, um pingo de vinagre balsâmico e de mel, mais arroz branco já pronto (presente da minha sogra, que sempre se preocupa com o que vamos comer quando chegarmos de viagem). Para a janta de hoje, está nos planos caldo verde com batatas e inhame e folhas de brócoli no lugar da couve. E SEM linguiça desta vez.

Para amanhã, planejo fazer uma versão vegetariana de charutos com um repolho orgânico lindíssimo que veio na compra! Depois conto!

bon apetit!

A importância de amamentar com dicas práticas (post para o Food Revolution Day)


Hoje é o dia de revolução alimentar! Idealizada pelo chef britânico Jamie Oliver, esse dia procura lembrar a todos da importância de se alimentar com qualidade e de forma saudável. Por cá, gente como a amiga Nádia Cozzi está mobilizando o Food Revolution Day em SP e outros lugares.

E como participação especial da blogagem coletiva sobre este dia especial, quero falar sobre o alimento mais puro, orgânico e local que se pode encontrar: o leite materno, lógico!!! Amamentar é um ato de amor e de cuidado. É maior expressão da maternidade, ao meu ver, até mais que o parto, pois é mais interativa com o bebê e dura por longos e prazerosos meses. A Júlia, nossa bebê de 5 meses, ainda está em amamentação exclusiva, como recomenda a Org. Mundial de Saúde: leite materno exclusivo até 6 meses, amamentação tornando-se gradualmente complementar até desmame aos 2 anos.

Eu não imaginava que amamentar ia ser um momento tão gostoso! Ok, pode ser às vezes cansativo e menos prático, mas esses detalhes são irrelevantes perto do carinho tão especial que é alimentar o bebê ao seio. É o que a natureza nos deu, o dom de nutrir, por isso o leite materno é perfeito! Ainda não se criou nenhuma fórmula infantil tão boa quanto ele, pois se adequa às necessidades do lactente, fornece anticorpos e todos os outros nutrientes necessários á saúde do bebê.

Então, vamos lá, algumas dicas para as mamães prolongarem a amamentação! Vou combater alguns mitos, com base em leituras e principalmente experiência própria!

  • Meu leite é fraco. Não existe leite fraco. Sério! Isso é conversa! A parte que sai primeiro do peito é mais transparente porque é rica em água e anticorpos, é para matar a sede e proteger. Lembre-se de que bebê amamentado ao seio não precisa beber água, nem é bom dar, porque ele mamaria menos, e leite é muito mais nutritivo.
  • Amamentar dói. Pode doer um pouquinho no começo, quando o mamilo não está acostumado e você produz mais leite que o necessário, então a tendência é “empedrar”. Então vamos lá, vamos diminuir seu desconforto: se sua mama está enchendo demais e doendo por isso, aplique compressa fria antes e depois da mamada. Alivia e desincha, além de ajudar a diminuir a produção de leite. Preste atenção à pega do bebê: tem que fazer boca de peixinho e abocanhar o mamilo quase todo, principalmente a parte de baixo. Tome sol e hidrate o mamilo com o próprio leite ou lanolina. Se não dá pra fazer top less em casa, sereve abajur e, dizem, até secados de cabelos morno. Ajuda a cicatrizar rápido.
  • Meu leite está secando. É comum achar isso por volta do segundo, terceiro mês. Eu mesma entrei nessa crise. Mas não se preocupe, se seu bebê continua ganhando peso, mesmo que aos poucos, mantenha a amamentação exclusiva. O que acontece é que nosso organismo entra em sincronia com o do bebê, e a mama para de armazenar leite demais ou antes da hora. A maior parte do leite, agora, é produzida após o bebê começar a sugar. Você vai sentir o leite descer nessa hora, não mais quando estive almoçando ou tomando banho. Lembre-se de que quanto mais o bebê mama, mais leite é produzido. É por demanda mesmo. Procure usar roupa confortáveis
  • Tenho que trabalhar ou fazer outras coisas. Procure guardar seu leite. Use conchas para seios, bem esterilizadas e limpas, na outra mama enquanto amamenta, para guardar o excesso de leite. Vá juntando numa mamadeira também esterilizada e congele imediatamente. Pode ir acrescentando ao leite já congelado. Complete com leite tirado com uma bombinha ou por ordenha manual (procure no google mais dicas sobre ordenha). Assim outro cuidador pode dar leite materno enquanto você se ausenta. Não se aflija se o bebê não quiser a mamadeira com você. Eles são inteligentes e sabem que você tem mamá no peito, outros não, então quando estiver com fome vai aceitar ser alimentado por outra pessoa com seu leitinho na mamadeira.

Curta o momento, passa logo! Já sei que vou sentir muita saudade de amamentar!

Mais sobre o evento:

http://alimentopuro.synthasite.com/food-revolution-day.php

http://nutricionistainfantil.blogspot.com.br/2013/05/food-revolution-day-dicas-para-pratica.html

http://infancialivredeconsumismo.com/index.php/tag/food-revolution-day/

etc etc etc 🙂

A praça é mesmo nossa!


Levanta a mão quem usa mensalmente uma praça ou parque públicos. Agora levanta a mão quem vai semanalmente a um parque ou à praça dar uma volta. Ok, e agora levanta a mão quem usa todo dia uma praça do seu bairro.

Pois é. As praças e parques da cidade são uma riqueza da comunidade…mas a gente quase não usa. Felizmente, com a ideia genial das academias públicas, muita gente tem saído de casa com amigos para curtir um tempinho ao ar livre fazendo exercícios. Não sei quem inventou essa, mas merece um prêmio!

Verdade é que são sempre lugares gostosos. Onde a gente vê pessoas passarem, figuras interessantes, descobre um pouco mais da nossa vizinhança e aproveita u pouco a natureza dentro da área urbana. A Julinha está resfriada, e o Dan hoje me sugeriu – por que você não vai com ela até a praça tomar sol? Por conta de medo de vento e pela comodidade de ter sol em casa, acabo nunca saindo com ela para um tradicional passeio de bebê pela rua e pela praça. Tem uma praça pequena a dois quarteirões, não é a mais bem conservada, mas dá para curtir bem. Vou ver se adoto isso como hábito!

Uma ideia bem legal para curtir esses lugares públicos é fazer encontros e festas por lá. Em vez da pagar buffet e salão, é muito mais divertido e saudável! Lembra que fizemos o chá de bebê no parque da Pampulha?

Pois bem, temos uma surpresa!! No mês que vem vamos fazer uma fraldada / slingada em uma área verde pública para comemorar os seis meses da Júlia! Vamos compartilhar comes e bebes saudáveis, conhecer gente nova que tenta levar uma vida mais sustentável e trocar idéias com quem usa fraldas de pano modernas e slings! 🙂

E olha só…todos estarão convidados! Aguardem!  😀

PS: sugiro a quem quiser ir à festinha assinar o blog para não perder os próximos posts!

Outros encontros em praça: Slow food e Mostra instrumental:  http://mostrainstrumental.com/slow-food-piquenique/

Combate à dengue: repelentes naturais


 

Estou na casa dos meus pais, no litoral. Por aqui, a dengue está terrível! Em BH também. Em várias regiões do País, a dengue é endêmica, e exige cuidados constantes. Além de derrubar você por alguns dias, em casos de complicações (dengue hemorrágica), pode até trazer risco de morte. Por isso, vale ficar atento aos sintomas: febre, dores no corpo e na cabeça, dor atrás dos olhos, prostração, manchas vermelhas na pele, coceira ou formigamento.

Para ficar bem protegida, a bebê aqui de casa ganhou um repelente natural da titia Liliam! Por isso, resolvi compartilhar com vocês esses cuidados super simples e naturais podem combater a proliferação da doença.

Em casa:

  • Elimine as áreas de reprodução do mosquito: água parada nas áreas próximas de onde vive.
  • Elimine ou vire de boca para baixo vasos vazios, caixas e qualquer outro recipiente que possa acumular água de chuva.
  • Aproveite para “destralhar” seu quintal!
  • Jogue sal grosso nos ralos abertos.
  • Coloque areia nos pratinhos que recebem excesso de água, embaixo dos vasos.
  • Óleos de cravo e citronela, e potencialmente outros óleos vegetais, ajudam a desorientar o mosquito. Pode usar para limpar a casa.
  • Deixe uma laranja secar ao sol  ou forno (não mofar, desidratar mesmo!), e craveja-a inteira de cravos da índia. Use como bolas decorativas pela casa, liberando um perfume suave que ajuda a manter insetos desorientados.
  • Outra coisa a testar: usar aquelas tomadas repelentes, mas em lugar da pastilha de veneno, usar casca de laranja.

No corpo:

  • Faça um repelente natural com 10g de cravo da índia, 1/2 litro de álcool e 1 vidro (100 ml) de óleo para bebê ou de amêndoas. Deixe o cravo curitr no álcool por 4 dias, depois misture ao óleo. Use uma gota nos braços, pernas ou outras nas áreas expostas
  • Você pode tentar usar uma pulseira de citronela, à venda nas farmácias. (Nunca testei)

Família bem protegida, limpa, cheirosa e feliz! 🙂

Para mais informações sobre os tipos, sintomas e tratamentos da dengue, leia este post do Dr. Drauzio Varella.

Sobre verdades e mentiras sobre a dengue, leia esta análise da Fiocruz.

Pipoca sem gordura


Popcorn

Como tenho pressão baixa, às vezes me dá vontade de comer algo salgado. Geralmente, pipoca (afinal, é menos gorduroso que batata frita e os quase tóxicos salgadinhos de pacote, né? rsrs).

Sempre me pergunto como foi que descobriram que milho estourava na forma de pipoca. Dizem que foram índios ao tentar aquecer uma espiga seca em uma fogueira. Deve ter sido um susto danado!

Pra quem também gosta de uma pipoca (alguém não?!), está aqui uma dica para faezr pipoca super rápido, sem uma gota de gordura.

Você vai precisar de: milho de pipoca, sal e um saco de pão, desses de papel (sim, pode e deve reusar!) – Só!

Coloque o milho e um pouco de sal dentro do saco de papel, e fure o saco com um garfo (umas 4 garfadas está bom), para ele não abrir quando a pipoca estourar. Feche bem a boca do saco e coloque-o deitado no microondas por 3 a 5 minutos.

Boa pipoca!

Frutas e verduras de época


A gente sabe que é melhor comprar frutas, verduras e legumes em suas próprias estações. Por ser natural que eles apareçam nessas épocas, são necessários menos fertilizantes e agrotóxicos para fazerem-nos crescer. Por isso, são mais saudáveis e mais baratos.

Às vezes é fácil adivinhar que está na época de caqui quando eles enchem os olhos nas feiras e mercados, e que está acabando sua estação quando os preços sobem de uma vez. Mas uma ajudinha a mais para lembrar das épocas e planejar o cardápio viria bem a calhar, certo?

Então olha o que achei! Podemos imprimir e afixar na porta do armário da cozinha! 🙂

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Limão, gelados e gengibre contra os enjôos da gravidez


Limões. Crédito: Wikipedia

Os três primeiros meses de gravidez estão sujeitos a enjôos, e ninguem (ou pouas felizardas) saem ilesas… Graças a Deus, estou tendo poucos momentos de enjôo, mas vale anotar e praticar as dicas de especialistas:

– limão: suco de limão e outros cítricos ajudam a conter o enjôo.

– gelados: coisas geladas também aliviam o mal-estar no estômago. Então, a gente pode aproveitar para chupar muito picolé de limão! 😛

– gengibre: chá e bala de gengibre também são excelentes para evitar o enjôo. Sempre carrego uma caixinha de pedacinhos de gengibre com canela e açúcar na bolsa. Você encontra em qualquer grande farmácia.

Apesar de ninguém ter me dito, tenho notado que uma boa alimentação ajuda a evitar enjôos: comer pouco, a cada 1 ou 2 horas, e muita fruta! Apesar de muitas vezes dar vontade, evito coisas engorduradas.

Boa sorte às demais futuras mamães! 😀

Querido diário, faz um mês que não uso desodorante….


Bicarbonato de sódio: a oitava maravilha da humanidade

Tenho uma confissão a fazer: sim faz um mês (ou mais já) que não uso desodorante. Que? Endoidei de vez, virei hippie, levei a naturebice ás últimas consequências?!?

Não, calma. Tudo começou quando troquei o desodorante que tinha no banheiro e o que tinha na necessaire. A necessaire ficou no serviço, e quando ia usar o desodorante que antes era de viagem, descobri que estava fora da validade! Como não tinha outro desodorante em casa – exceto o do Dan, mas cheirar a perfume de homem não me parecia atraente…. – lembrei de uma dica que tinha lido em algum lugar. Bicarbonato de sódio. Claro, sempre ele. Pinguei umas gotas de hidratante perfumado na mão, polvilhei bicarbonato e passei nas axilas. Bingo! Funciona, e eu me arrisco a dizer que, pelo menos pra mim, tem funcionado melhor que os desodorantes tradicionais!

Você já deve ter ouvido falar que os antitranspirantes comuns têm não-sei-o-que de alumínio, que faz mal à saúde. Há quem diga até que pode ser uma das causas de câncer de mama. Bem, se posso trocar pelo bicarbonato com hidratante, não tive dúvidas. Agora sempre deixo o hidratante e um paliteiro com bicarbonato na estante do closet.

Melhor solução até agora…..pelo menos enquanto não descubro que bicarbonato usado demais tem efeitos colaterais…hahah

O que o corpo pede


Minha mãe sempre diferencia o que ela quer e o que o “corpo pede”. Nós até costumávamos brincar que o estômago dela tinha uma personalidade própria…(risos). Mas a verdade é que essa sabedoria de mãe está coberta de razão.

Agora há pouco voltei do almoço e pensei em passar na lanchonete para comprar um suco ou um chocolate. Mas refleti melhor e concluí que não estava de fato com vontade. Era puro hábito.

Estamos cheios disso: seguimos o que a nossa cabeça diz, e não o que o corpo pede. E nossa cabeça, infelizmente, tem ficado poluída com maus costumes, propagandas e fugas psicológicas. Sabe quando você tem de terminar um relatório e levanta toda hora da cadeira para beber água, café, pegar algo na geladeira? Pura fuga. E quando você come um copázio (olha só, achei que nunca ia usar esse aumentativo na vida!) de pipoca no cinema, depois fica empanturrado? Pois é, tudo exagero, vontade mental, não fisiológica.

E tem vezes, ao contrário, em que o corpo pede algo específico. Depois de um mal-estar do fígado, já reparou que dá aquela larica de doce? E aqueles “desejos” de grávida? Você pode ficar surpreso, mas geralmente são necessidades nutricionais mesmo.

Se aprendermos a escutar essas mensagens certamente teremos mais saúde e desperdiçaremos menos. Ao exemplo da mãe Lu, temos de aprender a ouvir as mensagens do corpo. Não só em relação a comida, mas também em relação a repousar, alongar-se, caminhar, tomar sol…

Foto: Galeria de Barefoot Photographers of Tilonia

Receita de suco verde da leitora Gisa


Suco verde

Olá, pessoal.

Depois da minha queixa sobre não conseguir fazer um suco verde gostoso, a leitora Gisa gentilmente enviou esta receita!

Ainda não testamos, mas parece bem melhor, pelo menos é flexível. Obrigada, Gisa!!

“minha mãe que fazia..(sempre fazia forte,)mas a gente vai aprendendo a fazer do jeito que fica gostoso e saudavel também..clorofila é bom sim. o gosto que é meio eca..srsr
Segue o jeito da mãe..ssr (com meus gostos)

Suco de “luz”:
água um pouco..e vai adicionando devagar..
4 folhas de couve
1/2 cenoura(picada)
salsa ou salsinha(tempero verde) – * bom para a circulação sanguínea
um pouco de agrião(fica forte) não coloco muito..
brócolis -um pouco..
couve flor-
maçã com casca
pepino * otimo para pele..

(isso tudo deve ser batido no liquidificador, coado num pano limpo, ou
se tiver o liquif. que tem a peneirinha melhor ainda..

(ainda a gente coloca semente de linhaça)

Deixa de molho de noite para o dia seguinte colocar tudo no suco(fica aquela agua grossa) saudavel para os intestinos.
Girassol tb pode deixar embebido de um dia para outro e a gente coloca os brotinhos dele..

Ah, laranja para dar o gostinho bom..e eu colocava acúcar, minha mae não..

(os verdes que citei la em cima, não precisa ter todos, alguns que tiver já é ótimo) mas tem que testar qual é o melhor jeito

Outra dica é: tomar (forçar tomar um pocuo no começo e depois a gente acostuma, falo por mim, que não podia nem com o cheiro..
então começar somente com a couve e a salsinha, maça e laranja ah e acenoura..já vai aprimorando o paladar..deixe o agrião por último..srsrsr ele deixe a ogosto muito amargo, mas é o mais saudavel dos verdes alem do brócolis é claro..”

Mudaram as estações…bem-vindo, frio!


Sopa combina demais com iverno!

Olá, pessoal

Aqui nos trópicos (e no equador, por aí, né, Lelex?) as estações podem passar quase desapercebidas algumas vezes. Pior ainda é o fato de estarmos cada vez menos inseridos no mundo natural. Não olhamos o céu, não percebemos a mudança em suas cores, não notamos a mudança na inclinação do sol, nem a alteração nos tons de verde da vegetação. Não fosse pelo fato de esfriar, esquentar, chover e estiar, e de escurecer mais cedo, não notaríamos a passagem das estações.

Mas não seria legal prestarmos mais atenção nelas? As estações marcam a passagem do tempo ao longo do ano e mostram de forma linda os ciclos da natureza. Mesmo que a diferença na duração dos dias não seja tão marcante na zona tropical, nosso corpo sente a mudança. O tempo esfria, seca, escurece mais cedo, e nós tendemos a nos recolher mais. Algumas pessoas (eu?) tornam-se até menos falantes durante o outono e o inverno. É tempo de curtir o aconchego de casa, fazer programas mais familiares, comer bem e cuidar do sono.

Vamos nos preparar para o inverno?

– Aproveite as manhãs de sol quente e coloque roupas de frio, cama e banho para arejar. O sol é um excelente modo natural de desinfetar tecidos.

– Coma fruta cítricas, ricas em vitamina C, para dar um uma força ao seu sistema imunológico, defendendo-se contra gripes e resfriados.

– Se você, como eu, mora numa região em que a estiagem é forte, previna-se com protetor labial, hidratante e muita água. Prefira cosméticos naturais, sem perfume e corantes. Vale o truque de estender a toalha molhada para secar à noite perto da cama: isso ajuda a umidificar o ambiente.

– O friozinho já está chegando, e sopas e chás são bem-vindos: uma maneira natural e aconchegante de se aquecer. Aproveite para substituir jantares à base de carne por sopas vegetarianas. Em breve publicaremos algumas receitas. Aproveite o friozinho para cozinhar mais: sopas, pães, bolos e biscoitos. Experimente ingredientes integrais e orgânicos, e torne sua mesa mais saudável!

Bom outono-inverno para todos!